domingo, 29 de março de 2015

PENSAVA QUE NÃO HAVIA PRODUZIDO QUASE NADA..

Pensava que não havia produzido quase nada em minha vida, mas hoje me bateu uma inspiração imensa de lembrar a mim e registrar
Minhas obras na parte superior e abaixo estão as dos meus alunos
para o mundo inteiro que fiz e ainda continuo fazendo muito, ensinar arte e os conhecimentos científicos por meio dela. Ser arte-educadora é uma tarefa de muita responsabilidade, mas que compensa trazendo-me a fruição, a satisfação de ter contribuído com algo que
Título: Encanto
Valdélia de Barros da Rocha
sensibiliza e transforma o ser humano, à ARTE. Me lembrei que já fiz muitas coisas boas: plantar nos canteiros desertos da rua Assis Chateaubriand da minha cidade Nova Cruz/RN _ Brasil, onde moro. Pensava que não havia feito quase nada mesmo, concebi um filho maravilhoso cujo nome Semaarcoyres de Barros da Rocha, me inspirei no fenômeno natural da decomposição da luz solar o arco-íris. O nome dele é muito especial representa a natureza de modo geral: os quatro elementos da natureza e também o simbolismo que erradica o preconceito tão enraizado nos "conservadores da moral". Já, já vou ser avó, ganharei meu primeiro neto de nome Tales em homenagem ao primeiro filósofo do ocidente, Tales de Mileto. Percebi também que, tudo que produzo há significados e sentidos, não faço nada aleatória, tudo é bem intencionado e equilibrado com o racional e o emocional. Amo ensinar, amo sorrir, amo fazer os outros sorrir, amo os animais e a natureza de modo geral, amo minha família que constituí, amo minha família da qual fui concebida. Sou um ser humano que além de amar sou errante, mas procuro sempre concertar o que percebo que esteja errado. Repudio preconceitos de qualquer gênero sobretudo o étnico, por isso, estou fazendo uma pós-graduação em HISTÓRIA _ CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA,
Título: Beleza Afro-Brasileira
Valdélia de Barros da Rocha
curso que nos ensina  erradicar as ignorâncias de não aceitar o outro por ser de outra etnia, principalmente os negros que foram escravizados no Brasil e em outros países que cometeram os mesmos absurdos contra seres humanos tão racionais quanto os demais da humanidade. Penso e sonho com um mundo melhor, mas só o conhecimento nos pode favorecer para tal finalidade. Busco o conhecimento a todo momento porque é por meio dele que nasce novos pensadores e bem-feitores. O que falta ainda para eu realizar em minha vida? Bom, falta eu escrever um belo livro chamado Gimnofobia, não irei entrar em detalhes porque quero deixá-lo para surpresa, pois não terá graça falar sobre ele agora. Quero conhecer meu país, quero conhecer as pirâmides egípcias, o teto da capela Sistina pintada pelo grande gênio da dignidade do ser humano Michelangelo Buonarroti, essa seria meu maior triunfo, mas sou muito modesta, não possuo uma renda proporcional aos meus desejos, mas acredito que conseguirei porque minha autoestima é elevadíssima. Dou graças as asas de
O DICIONÁRIO
Meu velho amigo, minha velha wikkipedia
onde encontrei a palavra Gimnofobia
para escrever o que quero falar.
papel, foi onde consegui e ainda consigo voar para conhecer a vastidão do mundo inteiro, mas preciso de detalhes de alguns que tenho mais vontade de conhecer. As asas de papel as quais refiro são as páginas dos bons livros que já li, conheço o mundo apenas por meio delas. O que eu quero é experimentar o voo de verdade que nunca fiz para poder completar minha feitorias. Já tenho 50 anos de idade, nasci em 12 de outubro de 1964, quero aproveitar mais meio século de vida com sabedoria vivenciando, experimentando o que ainda não experimentei que é viajar muito, mas tudo dependerá da natureza, ninguém sabe mais que ela ao nosso respeito. Leciono Arte na Escola Estadual Rosa Pignataro há 14 anos, mas tenho mais 10 anos que lecionei em outras instituições que somando são 24 anos
O fazer artístico produzido em minhas oficinas de arte
Obra do meu maravilhoso ex-aluno João Campos
Atualmente cursando comigo, especialiação
em História _ Cultura Afro-brasileira e Africana
de carreira profissional e para o próximo ano completarei 25 anos de carreira onde terei o mérito de ser aposentada e quero realizar o desejo de voar ou navegar o mundo inteiro porque terei tempo para isso, acredito. Sou artista plástica, não sou famosa porque moro numa cidade do interior onde não "vale nada", pois às pessoas da minha cidade só gostam do que está na mídia ou de quem chega de fora, por exemplo, alguém que tenha saído da cidade e quando volta, vem com sucesso, então é respeitado e valorizado, infelizmente é assim. Compreendo a tamanha falta de conhecimento sobre arte, fico meio triste, mas sei que eles nunca tiveram professores de arte que os ensinassem História da Arte e o
que é Arte. Tenho dois vínculos no estado me aposentarei do mais velho e ainda ficarei no segundo contribuído para que nossos jovens sejam cultos e sensíveis ao perceber o mundo com um olhar perspicaz. Sim, ressalto que casei em 1998 aos 23 anos com o escultor Sebastião Rocha o qual amo muito por ser meu eterno cúmplice.  Portanto, pensava que não havia produzido quase nada, mas vou continuar produzindo mais para possa me eternizar por méritos dos meus feitos. Meu muito obrigada a todos que ler ou comentarem.
Imagem sacra da Umbanda _ Maria Sete Catacumbas
para o Templo Terreirão  Pajé das Curas
Babalorixá Ubiratan de Oxóssi
Escultor _ Sebastião Olímpio da Rocha

Um comentário:

  1. Val, parabéns pelo belíssimo trabalho que realiza como mestra de Artes! Parabéns pela artista plástica que és! Infelizmente, é como você colocou no seu texto, é mais fácil valorizar quem vem de fora. O artista é quase sempre incompreendido ou desvalorizado.
    Espero que as pessoas abram os olhos, a mente e o coração e possam admirar sua arte com um olhar mais apurado, dando-lhe o valor que realmente merece.
    Um abraço. Feliz semana para vc e sua família.

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